Aquela chuva maldita, que me fez parabenizar a Citroen pelo fato do C3 ser um barco, além de um carro.
Aquela poça d'água, que era praticamente um lago na verdade.
Aquela música, que eu ouvia todo dia e me dizia algo que eu nem sabia.
Aquela menina que se sentou ao meu lado e dormiu.
Que eu olhava o tempo inteiro, tentando ser discreto, em vão.
Que eu só imaginava a possibilidade de haver alguma coisa.
Aquela mesmo, que eu namoro agora.
Que eu ofereci carona numa quinta-feira.
E em outra.
E em outra.
Até que, em uma...quarta-feira...aconteceu.
O que acontece agora, e vai continuar acontecendo.
Aquela menina?
Essa mesmo.
Parecia inofensiva, só parecia.
E viva a Citroen.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Transitando
Todos os encontros, todos os poemas, todo ser humano. Tudo pode ser inspiração. Causa ou consequência. Proposital ou por experiência.
O trânsito estressa. É a hora em que tudo passa pela cabeça, e o tempo tembém passa. As motos passam. Os carros não passam. O stress também não.
E a inspiração até vem. Tímida, mas vem. Devagar, sem muita objetividade, ela chega, da mesma maneira que o carro ao lado, como não quer nada.
Quem pega trânsito pode se estressar, mas também pode aproveitar. As mulheres retocam a maquiagem. Os homens fazem ligações. Eu escrevo. Como o ilegal é legal.
Há conhecidos que se encontram e desconhecidos que se conhecem. Nada como a simpatia do brasileiro e... lá está a CET.
O trânsito estressa. É a hora em que tudo passa pela cabeça, e o tempo tembém passa. As motos passam. Os carros não passam. O stress também não.
E a inspiração até vem. Tímida, mas vem. Devagar, sem muita objetividade, ela chega, da mesma maneira que o carro ao lado, como não quer nada.
Quem pega trânsito pode se estressar, mas também pode aproveitar. As mulheres retocam a maquiagem. Os homens fazem ligações. Eu escrevo. Como o ilegal é legal.
Há conhecidos que se encontram e desconhecidos que se conhecem. Nada como a simpatia do brasileiro e... lá está a CET.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Cordas
Ele era um menino criado no campo. Ela era uma nenina da cidade, de família. O destino dos dois se cruzou na música. Ela cantava e ele tocava o violão que ganhara do pai, como lembrança única de seu falecimento.
Se conheceram, brigaram, fizeram música, brigaram, se casaram, e ela faleceu.
Por trás de todas as fotos e objetos, estava a voz dela que, combinada ao violão do pai, formava a música que tanto valorizava e que agora lhe fazia falta.
Foi, então, a vez dele de falecer, alguns meses depois dela. As cordas (do violão) não faziam mais sentido sem as cordas (vocais). Assim se acabaram os acordes, e o amor continuou, atado.
Se conheceram, brigaram, fizeram música, brigaram, se casaram, e ela faleceu.
Por trás de todas as fotos e objetos, estava a voz dela que, combinada ao violão do pai, formava a música que tanto valorizava e que agora lhe fazia falta.
Foi, então, a vez dele de falecer, alguns meses depois dela. As cordas (do violão) não faziam mais sentido sem as cordas (vocais). Assim se acabaram os acordes, e o amor continuou, atado.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Pontuação
O ponto que ressalto é que vi um ponto partindo de um certo ponto a outro, enquanto estava parado no ponto de ônibus.
Apontei para o ponto e, ao mesmo tempo, senti uma pontada no pulso. Como uma ponta pontiaguda, a tendinite me pontava.
Uma garota veio do ponto aonde estava até o meu ponto. Expliquei-a sobre o ponto que partia de um ponto a outro e que senti uma pontada no pulso enquanto o apontava.
Ela ficou desapontada com a minha história e me apontou um pronto-socorro daquele ponto. A que ponto cheguei?
Prontei-me em ir ao pronto-socorro apontado por uma menina que se desapontou com uma pontada que eu senti no pulso, após apontar para um ponto que partia de um ponto a outro, enquanto estava no ponto de ônibus.
Ponto pra mim?
Ponto final.
Apontei para o ponto e, ao mesmo tempo, senti uma pontada no pulso. Como uma ponta pontiaguda, a tendinite me pontava.
Uma garota veio do ponto aonde estava até o meu ponto. Expliquei-a sobre o ponto que partia de um ponto a outro e que senti uma pontada no pulso enquanto o apontava.
Ela ficou desapontada com a minha história e me apontou um pronto-socorro daquele ponto. A que ponto cheguei?
Prontei-me em ir ao pronto-socorro apontado por uma menina que se desapontou com uma pontada que eu senti no pulso, após apontar para um ponto que partia de um ponto a outro, enquanto estava no ponto de ônibus.
Ponto pra mim?
Ponto final.
Long time no see
Não sei se devo algum pedido de desculpas, até porque não sei se alguém tem algum compromisso/vontade de ler isso aqui com uma certa freqüência.
Coloco a culpa na ausência de tempo e, consequentemente, na ausência de vontade de escrever. Afinal, as duas andam juntas.
Na verdade, tenho algumas coisas pra postar por aqui, então vamos devagar.
It's nice to be back.
Coloco a culpa na ausência de tempo e, consequentemente, na ausência de vontade de escrever. Afinal, as duas andam juntas.
Na verdade, tenho algumas coisas pra postar por aqui, então vamos devagar.
It's nice to be back.
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