sábado, 28 de julho de 2007

Enrolação

Ando pela casa sem rumo certo, não paro em um cômodo por mais de 2 minutos. Vou na varanda e olho o céu, uma estrela solitária brilha - e mais do que qualquer uma normal brilharia.
Sento no quarto e organizo as coisas. Textos, xerox, redações. Quanto papel. Dois baralhos juntos, por que não separá-los?
Tudo isso pra tentar enrolar o tempo. Alguns (vários) trabalhos me aguardam. Algumas provas com matérias a serem estudadas também. Eu, aguardo outra coisa, no entanto.
Espero o fim de semana, que mesmo propício a ser ocupado com os trabalhos e estudos, promete.
Pois é, eu enrolo o tempo e o tempo me enrola.
E continuamos enrolando.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Combinações perfeitas

De volta a rotina quando eu poderia (deveria) estar em férias. Maldita greve. Nem conseguiram baixar o preço do restaurante universitário (pelo menos por enquanto ninguém disse nada).
Aula de lingüística, não sinto nem vontade de escrever esse texto. O sono é tanto que as idéias me fogem da mente. Desde o começo dessa aula, só penso em duas coisas. Uma é óbvia, a outra é: "o quê eu estou fazendo aqui?"

Lingüística está longe de ser a matéria mais interessante do curso. Deveríamos ter no mínimo duas aulas de língua estrangeira por dia, sendo que na terça-feira teríamos quatro, as duas habituais e mais duas ao invés de aulas de lingüística.

Dicotomias, diacronia, sincronia, significante, significado, língua, fala, relações paradigmáticas, eixos sintagmáticos, lingüística.

Queria (ter interesse para) entender e estudar isso. No entanto, não entendo. E já que não tenho interesse, não faço questão de ter agora para estudar coisas estranhas.

Julho. Lingüística. Isso não combina. Maldita greve. O que combina não está junto... E a professora continua, sem ligar pra minha falta de atenção... E eu continuo a escrever, sem ligar pra aula dela.

Lápis e papel. Verde e vermelho (eu gosto!). Frio e sol. Calor e chuva. Frio e beijos. Sol e beijos (enfim, beijos). Me 'n her.

Julho e lingüística?! Não, essa dicotomia não funciona.

domingo, 22 de julho de 2007

(Semi) Crônica noturna sem muito propósito

Volto pra casa sozinho depois de meia aula de italiano. Fiquei sabendo que não fiz 3 de 6 trabalhos e fui dito como "certinho" pela professora (rs). Espero que ela transforme esse fato em nota.

Enfim, como disse, ando sozinho pela rua. É difícil de confiar até na minha própria sombra quando viro a esquina.

Ao virar a esquina, vejo umas pessoas lá na frente que rapidamente somem da minha vista praticamente ao mesmo tempo que um carro de polícia - coisa rara por aqui - marca presença.

Passo na frente de uma adega/bar e penso em parar, sentar e pedir uma cerveja pra comemorar minha solidão pela noite, mas no mesmo instante eu lembro que não bebo e desisto da idéia.

Apesar da noite estar muito escura, há estrelas e lua no céu. Aliás, lua não sei se crescente ou minguante, afinal eu aprendi que quando a lua tem forma de "C", é crescente, e quando tem forma de "D", é minguante. Não me ensinaram qual o nome da lua em "U" ou se ela é crescente ou minguante, de ponta-cabeça, de lado, etc.

Lua bonita, noite bonita. Todas as não-chuvosas são assim por aqui. Um lugar sem poluição é muito diferente, nada de céu cinza e noite sem estrelas.

Chego na esquina de casa e vejo o lixo jogado no chão, totalmente fora da lixeira da rua e penso "que relaxo". Pensamento repetido logo em seguida ao ver o gato da dona do prédio preso pra fora de casa e querendo entrar. Subo pro apartamento e ao ver a louça no escorredor pelo 3º dia seguido, esperando pra ser guardada, penso "que relaxo!"

A noite pelo menos não está um "relaxo".

Noite pacata, solitária, feliz.

Recebo uma ligação que me alegra e recebo uma surpresa logo em seguida ao ligar pra lanchonete. "Pode vir buscar", disse o dono, logo que eu pedi meu lanche. Fui, mas o preço aumentou R$0,30. Não se pode ganhar todas.

A noite continua bonita lá fora e eu deitado aqui, sem sono, escrevendo à luz de um abajur de fibra óptica, o que dá um efeito muito legal na folha.

A música toca, meus pulsos doem, a sirene do vigilante noturno soa, minhas idéias fluem e a noite continua bonita e escura (!) lá fora. Tudo o que eu quero no momento é que ela se torne um dia bonito e uma noite bonita outra vez o mais rápido possível.

É, faltou o propósito, mas é óbvio.

sábado, 21 de julho de 2007

Caminhos e obstáculos

Chove. O ônibus já atrasou um pouco, mas não importa agora que já estou dentro dele.
Depois de cinco horas totais de sono durante a noite, mais uma e meia aqui, mesmo com crianças pulando e gritando no banco de trás. Quem será que me acordou?

O celular, é claro! Dentre todas as inúmeras vezes que acordei durante a viagem até agora, foi a única em que acordei feliz. Continuo sem dormir, olhando a chuva lá fora e os apressadinhos passarem pelo ônibus.

Gosto de sentar na poltrona de número 01 pra não precisar olhar pro lado pra enxergar o caminho, olho só pra frente. Qualquer semelhança com a vida é mera coincidência.

Mais quarenta quilômetros pra parada. A saga do espetinho e da coca está de volta, a contra-gosto, mas está. Me sinto mais inspirado do que nunca. Ainda mais com a distância de Assis pra alguém ali.

Mais um obstáculo no caminho... do ônibus, é claro. Outro pedágio, já perdi a conta de quantos já foram.

Obstáculos só pro ônibus, porque pra mim é difícil algo atrapalhar. A vida em si já é um obstáculo, vivê-la bem é o desafio e ser feliz é a meta. Estou me saindo bem por enquanto.

In this moment I am happy, I wish you were here.

domingo, 15 de julho de 2007

Conselhos da mente ao usuário

Não adianta tentar dormir, a ansiedade e a vontade são muito maiores que o sono. Cada vez que você fechar os olhos e virar pro canto você vai pensar nela ainda mais.
Se você pegar o violão pra tocar agora, a dor nos seus pulsos vai aumentar conforme você toca as músicas que te fazem lembrar dela ainda mais.
Pode tentar apagar as luzes, olhar as estrelas lá fora e ouvir a música que ela cantou nos seus ouvidos tocando no rádio. Obviamente você centra seu pensamento nela ainda mais.
Quer saber o quê fazer pra não pensar (tanto) nela?
Se eu sou sua mente e não sei, não acredito que alguém saiba, afinal estou fazendo você pensar nela
agora mesmo e não penso em parar.

Agora vai postar isso no blog!