necessário: adj. 1. Indispensável, imprescindível. 2. Forçoso, inevitável. 3. Que deve ser feito, cumprido. 4. Aquilo que é necessário.
Para alguns, o amor é necessário.
Para muitos, ele nem existe.
O clichê máximo dos livros de poesia é dizer que só não acredita no amor quem ainda não o sentiu.
Se é tão clichê, tem que ter alguma fundamentação. Se todo mundo diz, algum motivo tem. Se todo mundo acredita, deve ser verdade.
Há, ainda, aqueles que acreditam no amor, sim, mas por tempo determinado. Em certa hora, deixam de acreditar e desistem de pensar nele, desistem de tentar provar o contrário. Se entregam à vida, indispostos a se apaixonarem.
Como se estes aí citados pudessem mandar em alguma coisa. Tsc. O medo de amar não é maior que o amor, em si, em seu estado maior. Em seu estado quando necessário. Em seu estado em que deixa de ser um substantivo abstrato e passa a ser algo concreto e palpável.
É quando o amor se materializa, em alguém indispensável e imprescindível. Necessário e existente.
Você.
terça-feira, 21 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Culto
Tento escrever textos cultos, mas só saem textos longos.
Textos em que só cultuo a cultura, mas sem cultismo aparente.
Tudo oculto.
Textos em que só cultuo a cultura, mas sem cultismo aparente.
Tudo oculto.
O feriado nosso de cada dia
"Temos nosso próprio tempo", como disse Renato Russo, há alguns anos atrás. Há tempos, não temos mais todo o tempo do mundo, mas, ainda, temos todos os sonhos.
Há tempos, tínhamos o nosso próprio tempo, o tempo para nós. Hoje, temos tudo, menos o tempo. Trabalhamos, estudamos, pagamos contas, brigamos pelos nossos direitos e cuidamos da nossa vida, inclusive. Mesmo sendo tão jovens.
Às vezes, nos pegamos num mundo paralelo, em Alfa. Um mundo distante, tão distante, que nem existe. Apenas fitamos os olhos em algum lugar, sem motivo, sem pensamentos aparentes e sem tempo corrente. Sem tempo contado, um mundo onde toda informação é entrópica.
Cada minuto em mundos de Alfa, Beta ou Gama, deve ser valorizado, pois há o equilíbrio, não há informações. Mas nem só de desvios oculares vive a existência, ou não, de nossos pensamentos.
Em momentos em que fechamos os olhos e sonhamos, entramos em um outro estado de espírito. Entramos em um feriado mental, um estado de folga, de descanso, de relaxamento. Em que tentamos resgatar, ou pelo menos conservar, o tempo perdido.
E a cada dia em que entramos num feriado mental, queremos outro real. Só precisamos de tempo. Do tempo que, há tempos, não temos. O tempo passa e continuamos esperando por feriados.
Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo.
Há tempos, tínhamos o nosso próprio tempo, o tempo para nós. Hoje, temos tudo, menos o tempo. Trabalhamos, estudamos, pagamos contas, brigamos pelos nossos direitos e cuidamos da nossa vida, inclusive. Mesmo sendo tão jovens.
Às vezes, nos pegamos num mundo paralelo, em Alfa. Um mundo distante, tão distante, que nem existe. Apenas fitamos os olhos em algum lugar, sem motivo, sem pensamentos aparentes e sem tempo corrente. Sem tempo contado, um mundo onde toda informação é entrópica.
Cada minuto em mundos de Alfa, Beta ou Gama, deve ser valorizado, pois há o equilíbrio, não há informações. Mas nem só de desvios oculares vive a existência, ou não, de nossos pensamentos.
Em momentos em que fechamos os olhos e sonhamos, entramos em um outro estado de espírito. Entramos em um feriado mental, um estado de folga, de descanso, de relaxamento. Em que tentamos resgatar, ou pelo menos conservar, o tempo perdido.
E a cada dia em que entramos num feriado mental, queremos outro real. Só precisamos de tempo. Do tempo que, há tempos, não temos. O tempo passa e continuamos esperando por feriados.
Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo.
Explicitamente tácito
Tudo aquilo que nos é explicado, recebe o nome de explícito. Aquilo que aprendemos "via" outra pessoa, "via" alguém mais experiente, por meio de uma explicação.
E, por falar em experiência - o substantivo, desta vez - é dela que vem o conhecimento tácito. Aquele que é tido pela troca de ideias e ideais entre as pessoas. Aquele adquirido com a vivência e, em muitos casos, com a convivência.
Temos nossas próprias experiências e ouvimos as dos outros, portanto. Sabemos o que é fácil e o que é difícil por meio de empirismo e provas ou por meio do nosso querido senso comum.
E, através deste aí, é que viramos a mesa. Tornamos tudo explícito, de acordo com o nosso conhecimento, vivência e troca de experiências. Trata-se de uma transformação do tácito para o explícito. Mas não é bem isso que vivemos o tempo todo.
Um paradoxo. A antítese das antíteses. O dilema dos enigmas. O teorema sem demonstração. O desafio à filosofia. A dúvida da humanidade. O explícito e o tácito, como no título. Como na vida.
Aquilo que é o bom e o ruim ao mesmo tempo, que faz com que tudo seja bilateral. O tudo e o nada. O conhecimento e a ignorância. A crítica e o elogio.
Tudo ao mesmo tempo, fora de nosso controle. Muito além do que podemos imaginar e muito aquém também. O entendimento e o desentendimento. Na verdade, apenas o não-entendimento.
É. Há coisas que nunca vamos entender, mas sempre vamos amar de maneira explícita. Explicitamente tácita.
E, por falar em experiência - o substantivo, desta vez - é dela que vem o conhecimento tácito. Aquele que é tido pela troca de ideias e ideais entre as pessoas. Aquele adquirido com a vivência e, em muitos casos, com a convivência.
Temos nossas próprias experiências e ouvimos as dos outros, portanto. Sabemos o que é fácil e o que é difícil por meio de empirismo e provas ou por meio do nosso querido senso comum.
E, através deste aí, é que viramos a mesa. Tornamos tudo explícito, de acordo com o nosso conhecimento, vivência e troca de experiências. Trata-se de uma transformação do tácito para o explícito. Mas não é bem isso que vivemos o tempo todo.
Um paradoxo. A antítese das antíteses. O dilema dos enigmas. O teorema sem demonstração. O desafio à filosofia. A dúvida da humanidade. O explícito e o tácito, como no título. Como na vida.
Aquilo que é o bom e o ruim ao mesmo tempo, que faz com que tudo seja bilateral. O tudo e o nada. O conhecimento e a ignorância. A crítica e o elogio.
Tudo ao mesmo tempo, fora de nosso controle. Muito além do que podemos imaginar e muito aquém também. O entendimento e o desentendimento. Na verdade, apenas o não-entendimento.
É. Há coisas que nunca vamos entender, mas sempre vamos amar de maneira explícita. Explicitamente tácita.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Conversa de bar
Dois amigos conversavam no momento em que um palito de dente se quebrou em duas partes, uma menor e outra maior. De modo que ambas se achavam a maior.
Mas antes disso, as duas pontas viviam em harmonia. Unidas, viviam aproveitando todos os momentos ao máximo. Porém, as duas não conversavam muito sobre as situações ruins, pois pensavam que estariam sempre juntas, num só palito e que as tais situações passariam, eventualmente. No entanto, a resistência do palito era mais baixa do que parecia e este, então, quebrou.
Ambas as pontas se sentiam com a razão e nenhuma cedia a outra como errada. Aconteceu então de uma delas ter sido arrastada para dentro de um copo de chopp, tipo tulipa, daqueles com o fundo difícil de ser alcançado. O palito quebrado era agora, além disso, um palito com as duas pontas distantes uma da outra.
A ponta no fundo do copo sofria enquanto se afogava num resto de Coca-Cola e a ponta do lado de fora apenas olhava, até não aguentar mais e se jogar também. A tulipa agora continha as duas pontas de palito, quebrado, que, agora, discutiam a sua relação enquanto separadas.
Palavras vem e palavras vão, enquanto a boca do copo parece estar mais distante das duas pontas distantes em ideias. E, depois de muitas conversas e argumentos repetidos, vem o consenso e a ideia em comum: as pontas resolvem se ajudar.
E se juntam.
A saída fica então mais próxima e o palito, agora reconstruído, foge de dentro da tulipa. Este, agora em equilibrio na boca do copo, enxerga o fundo distante e a queda é impossível. A harmonia é novamente alcançada e o laço é refeito, assim como o palito está novamente integrado.
Ambas as partes agora são só uma, por motivo único: souberam conversar e se ajudar. Sozinhas, a saída era distante. Juntas, ficaram visíveis, de modo a conseguirem escapar. Nem sempre o palitinho menor ganha o jogo. O palito unido venceu.
Os amigos foram embora do bar, mas a conversa continuou.
ps.: Texto para um amigo negro (como prometido! LOL)
Mas antes disso, as duas pontas viviam em harmonia. Unidas, viviam aproveitando todos os momentos ao máximo. Porém, as duas não conversavam muito sobre as situações ruins, pois pensavam que estariam sempre juntas, num só palito e que as tais situações passariam, eventualmente. No entanto, a resistência do palito era mais baixa do que parecia e este, então, quebrou.
Ambas as pontas se sentiam com a razão e nenhuma cedia a outra como errada. Aconteceu então de uma delas ter sido arrastada para dentro de um copo de chopp, tipo tulipa, daqueles com o fundo difícil de ser alcançado. O palito quebrado era agora, além disso, um palito com as duas pontas distantes uma da outra.
A ponta no fundo do copo sofria enquanto se afogava num resto de Coca-Cola e a ponta do lado de fora apenas olhava, até não aguentar mais e se jogar também. A tulipa agora continha as duas pontas de palito, quebrado, que, agora, discutiam a sua relação enquanto separadas.
Palavras vem e palavras vão, enquanto a boca do copo parece estar mais distante das duas pontas distantes em ideias. E, depois de muitas conversas e argumentos repetidos, vem o consenso e a ideia em comum: as pontas resolvem se ajudar.
E se juntam.
A saída fica então mais próxima e o palito, agora reconstruído, foge de dentro da tulipa. Este, agora em equilibrio na boca do copo, enxerga o fundo distante e a queda é impossível. A harmonia é novamente alcançada e o laço é refeito, assim como o palito está novamente integrado.
Ambas as partes agora são só uma, por motivo único: souberam conversar e se ajudar. Sozinhas, a saída era distante. Juntas, ficaram visíveis, de modo a conseguirem escapar. Nem sempre o palitinho menor ganha o jogo. O palito unido venceu.
Os amigos foram embora do bar, mas a conversa continuou.
ps.: Texto para um amigo negro (como prometido! LOL)
Assinar:
Postagens (Atom)