O movimento é intenso, pessoas andam pra lá e pra cá sem parar. Sentado, eu apenas observo. E espero. Minha vez está pra chegar.
Cheguei. Uma tarde longa, de isolamento, sozinho.
Tudo parece um filme. Me sinto triste e alegre ao mesmo tempo. Quase choro. Ouço música. Tudo me é estranho. Confuso.
Pedi informações, me achei. Vejo as mesmas pessoas na rua. Os mesmos pedintes, ciganos e policiais no mesmo lugar.
Como se eu não conhecesse São Paulo, me perdi. Estar a pé é diferente de estar de carro.
Vou ao shopping aqui perto comer alguma coisa. Fazer minhas lições de francês, só pra passar o tempo.
Preciso almoçar, até que enfim - se bem que não demorou tanto - saí do Poupa Tempo agora, tenho que voltar depois.
As filas pareciam maiores, tudo é eficaz e o atendimento é relativamente bom.
Me sinto feliz por estar sozinho e ter achado o lugar tão facilmente, com "n" sinalizações.
Enfim, sentado.
Metrô, uma invenção fantástica. E dizem por aí que o de São Paulo é melhor do que em muitos lugares por aí.
Trem.
Caminhada.
Casa. Lar, doce lar.
Hora de acordar, tudo parece ao contrário
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Bu(r)rocracia
Renovação/substituição da permissão para dirigir. Agora vai virar CNH, que emoção. Já faz um ano que eu dirijo, como o tempo passa rápido.
Tempo de semana de saco cheio, é hora perfeita pra renovar a dita cuja. CPF, RG, comprovante de residência, mais alguns documentos e um comprovante de CFC.
Só faltava o comprovante, que deixei pra pegar no dia, antes de fazer uma "viagem" ao Poupa Tempo da Sé, em São Paulo.
Fui ao CFC, me mandaram pra auto escola.
Fui na auto escola, me mandaram no despachante.
Fui no despachante, me mandaram de volta no CFC.
Voltei pro CFC e fui atendido por outra pessoa que me disse que eu só conseguiria esse papel num outro lugar, perto do Ciretran de Osasco.
Voltei pra casa pra pegar o carro e dirigir na aventura, afinal eu não pegaria um ônibus pra ir até lá - acho que nem sei qual ônibus passa ali, mas enfim.
Cheguei no tal lugar e obviamente não encontrei papel algum. O owner do lugar disse que só teria o pedaço trabalhado de celulose às 15h de ontem. Ótimo.
Voltei pra casa, almocei e esperei.
15h voltei pro maldito lugar e nada. "Só amanhã de manhã." Melhor ainda.
Voltei pra casa outra vez (quantas idas e vindas).
Resolvi conferir no site do Poupa Tempo mais uma vez depois de ligar pra um amigo que já tinha feito a renovação dele: eu não precisava do tal documento. Ótimo²
É por isso que eu odeio bu(r)rocracia.
Tempo de semana de saco cheio, é hora perfeita pra renovar a dita cuja. CPF, RG, comprovante de residência, mais alguns documentos e um comprovante de CFC.
Só faltava o comprovante, que deixei pra pegar no dia, antes de fazer uma "viagem" ao Poupa Tempo da Sé, em São Paulo.
Fui ao CFC, me mandaram pra auto escola.
Fui na auto escola, me mandaram no despachante.
Fui no despachante, me mandaram de volta no CFC.
Voltei pro CFC e fui atendido por outra pessoa que me disse que eu só conseguiria esse papel num outro lugar, perto do Ciretran de Osasco.
Voltei pra casa pra pegar o carro e dirigir na aventura, afinal eu não pegaria um ônibus pra ir até lá - acho que nem sei qual ônibus passa ali, mas enfim.
Cheguei no tal lugar e obviamente não encontrei papel algum. O owner do lugar disse que só teria o pedaço trabalhado de celulose às 15h de ontem. Ótimo.
Voltei pra casa, almocei e esperei.
15h voltei pro maldito lugar e nada. "Só amanhã de manhã." Melhor ainda.
Voltei pra casa outra vez (quantas idas e vindas).
Resolvi conferir no site do Poupa Tempo mais uma vez depois de ligar pra um amigo que já tinha feito a renovação dele: eu não precisava do tal documento. Ótimo²
É por isso que eu odeio bu(r)rocracia.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Metaforicamente falando
Parte I
Imagine-se com um novo aparelho de celular em mãos. Aquela coisa frágil com "n" funções diferentes que você esteve esperando por meses e finalmente conseguiu.
Foi tanto tempo esperando, que você vai tomar todo o cuidado do mundo com ele. Vai dar a carga inicial na bateria e vai até mesmo escolher as mesas sobre as quais você vai colocar seu brinquedo novo.
De tanta atenção que você deu ao seu aparelho, ele resolve ficar rebelde e começa a tentar cair no chão. Passa perto, cai no sofá, numa almofada, você o pega quando ele está a poucos centímetros do chão. Ufa.
Até que num belo dia, pof.
Seu querido aparelho cai no chão. Suas peças voam pra todos os lados. Você monta e pronto, está tudo funcionando como antes, apenas com um risquinho, ou às vezes nem isso.
Com o tempo, o maldito celular começa a tomar gosto pela coisa e começa a cair no chão freqüentemente, até que você nem liga mais pra ele e o troca por outro.
Parte II
Imagine-se pai (ou até mesmo mãe) de uma linda menina. Aquela coisinha frágil que você esperou por meses e finalmente conseguiu.
Foi tanto tempo esperando e criando a garotinha, que você vai tomar todo o cuidado do mundo com ela. Vai dar todos aqueles conselhos iniciais de pai coruja e vai até mesmo escolher os lugares que ela vai freqüentar.
De tanta atenção e conselhos que você deu à menina, ela resolve ficar rebelde e começa a ir onde não deve e tentar fazer o que não deve. Você proíbe, vigia, deixa de castigo. Ufa.
Até que num belo dia, *.
Sua querida filha perdeu a virgindade. Você dá bronca, xinga o responsável e tudo parece estar como antes, com apenas mais atenção por sua parte ou menos atenção da parte dela, ou às vezes nem isso.
Com o tempo, sua maldita filha começa a tomar gosto pela coisa, o responsável pelo primeiro ato nem existe mais e o responsável pelo enésimo ato não sai mais do quarto dela, até que você nem liga mais pra ela e...
É por isso que eu prefiro ter um celular.
ps.: como se eu fosse pai! rs
Imagine-se com um novo aparelho de celular em mãos. Aquela coisa frágil com "n" funções diferentes que você esteve esperando por meses e finalmente conseguiu.
Foi tanto tempo esperando, que você vai tomar todo o cuidado do mundo com ele. Vai dar a carga inicial na bateria e vai até mesmo escolher as mesas sobre as quais você vai colocar seu brinquedo novo.
De tanta atenção que você deu ao seu aparelho, ele resolve ficar rebelde e começa a tentar cair no chão. Passa perto, cai no sofá, numa almofada, você o pega quando ele está a poucos centímetros do chão. Ufa.
Até que num belo dia, pof.
Seu querido aparelho cai no chão. Suas peças voam pra todos os lados. Você monta e pronto, está tudo funcionando como antes, apenas com um risquinho, ou às vezes nem isso.
Com o tempo, o maldito celular começa a tomar gosto pela coisa e começa a cair no chão freqüentemente, até que você nem liga mais pra ele e o troca por outro.
Parte II
Imagine-se pai (ou até mesmo mãe) de uma linda menina. Aquela coisinha frágil que você esperou por meses e finalmente conseguiu.
Foi tanto tempo esperando e criando a garotinha, que você vai tomar todo o cuidado do mundo com ela. Vai dar todos aqueles conselhos iniciais de pai coruja e vai até mesmo escolher os lugares que ela vai freqüentar.
De tanta atenção e conselhos que você deu à menina, ela resolve ficar rebelde e começa a ir onde não deve e tentar fazer o que não deve. Você proíbe, vigia, deixa de castigo. Ufa.
Até que num belo dia, *.
Sua querida filha perdeu a virgindade. Você dá bronca, xinga o responsável e tudo parece estar como antes, com apenas mais atenção por sua parte ou menos atenção da parte dela, ou às vezes nem isso.
Com o tempo, sua maldita filha começa a tomar gosto pela coisa, o responsável pelo primeiro ato nem existe mais e o responsável pelo enésimo ato não sai mais do quarto dela, até que você nem liga mais pra ela e...
É por isso que eu prefiro ter um celular.
ps.: como se eu fosse pai! rs
Confissões de um bêbado culto
"Não estou bêbado, estou alegre."
Não acreditei muito nele e, então, conversamos.
Nas ruas de São Paulo tem muita gente. Andando de madrugada, descobrimos muita coisa, inclusive boa parte dessa gente.
Sóbrios, bêbados, baladeiros, andarilhos. Não necessariamente nesta mesma ordem e não necessariamente separados. Não pela parte dos baladeiros e andarilhos bêbados, mas dos baladeiros-andarilhos-bêbados-sóbrios, ou aqueles que se dizerm apenas alegres.
A conversa começa com uma questão sobre as horas ou uma cantada direcionada à moça que te acompanha.
- Cala a boca, você tá bêbado!
- Não estou bêbado, estou alegre.
- Eu não acredito em você.
- Tá bom, então senta aí.
Me sentei e o cara começou a falar, como se me conhecesse faz tempo. Claro, como uma boa conversa masculina, o assunto inicial foi o futebol mas, com o tempo, as duas amigas minhas que estavam comigo acabaram prestando atenção nele também - uma delas inclusive, estava na mesma situação alegre que ele.
Prossigamos com o diálogo então:
- Toda mulher passa por um cafajeste uma vez na vida e eu já fiz esse papel algumas vezes. Tem mulher que gosta disso ainda e na verdade tem muito homem que faz isso.
- É, homem é um bicho que não presta.
- Mas tem exceções, e esse aí é um desses exceções - disse ele me apontando.
"?"
Até pareceu que o cara me conhecia. De fato sou uma exceção, mas isso não vem ao caso. E ele continuou, quando viu que minha amiga "bêbada alegre" estava descalça:
- Posso chupar o seu dedão?
Nós rimos, fazer o quê? E não, ele não fez o que queria mesmo sendo brincadeira - ainda bem. Enfim, depois de vários "conselhos e monólogos" ele disse que precisava ir ao banheiro.
Levantou-se e foi, e eu fui junto pois também precisava tirar água dos joelhos. Homem também conversa no banheiro (rs):
- Praticamente só eu falo, mas pelo menos eu não falo tanta besteira, sou um bêbado culto.
- É, difícil de acontecer isso. Bêbado só conversa água.
- E eu estou praticamente me entregando.
- São confissões de um bêbado culto.
- Não estou bêbado, estou alegre.
Não acreditei muito nele e, então, conversamos.
Nas ruas de São Paulo tem muita gente. Andando de madrugada, descobrimos muita coisa, inclusive boa parte dessa gente.
Sóbrios, bêbados, baladeiros, andarilhos. Não necessariamente nesta mesma ordem e não necessariamente separados. Não pela parte dos baladeiros e andarilhos bêbados, mas dos baladeiros-andarilhos-bêbados-sóbrios, ou aqueles que se dizerm apenas alegres.
A conversa começa com uma questão sobre as horas ou uma cantada direcionada à moça que te acompanha.
- Cala a boca, você tá bêbado!
- Não estou bêbado, estou alegre.
- Eu não acredito em você.
- Tá bom, então senta aí.
Me sentei e o cara começou a falar, como se me conhecesse faz tempo. Claro, como uma boa conversa masculina, o assunto inicial foi o futebol mas, com o tempo, as duas amigas minhas que estavam comigo acabaram prestando atenção nele também - uma delas inclusive, estava na mesma situação alegre que ele.
Prossigamos com o diálogo então:
- Toda mulher passa por um cafajeste uma vez na vida e eu já fiz esse papel algumas vezes. Tem mulher que gosta disso ainda e na verdade tem muito homem que faz isso.
- É, homem é um bicho que não presta.
- Mas tem exceções, e esse aí é um desses exceções - disse ele me apontando.
"?"
Até pareceu que o cara me conhecia. De fato sou uma exceção, mas isso não vem ao caso. E ele continuou, quando viu que minha amiga "bêbada alegre" estava descalça:
- Posso chupar o seu dedão?
Nós rimos, fazer o quê? E não, ele não fez o que queria mesmo sendo brincadeira - ainda bem. Enfim, depois de vários "conselhos e monólogos" ele disse que precisava ir ao banheiro.
Levantou-se e foi, e eu fui junto pois também precisava tirar água dos joelhos. Homem também conversa no banheiro (rs):
- Praticamente só eu falo, mas pelo menos eu não falo tanta besteira, sou um bêbado culto.
- É, difícil de acontecer isso. Bêbado só conversa água.
- E eu estou praticamente me entregando.
- São confissões de um bêbado culto.
- Não estou bêbado, estou alegre.
No cursinho se aprende bastante
"Dizem que existem mais mulheres do que homens no Brasil e não é mentira. Existem aproximadamente três mulheres pra cada homem.
Então você aí se pergunta:'se tem mulher sobrando, como eu estou solteiro?' 'Será que tem tanta gente com duas assim?'
Eu te respondo: 'Não, não tem.'
Uma informação que as pesquisas omitem é a faixa etária. Como a expectativa de vida feminina é maior que a masculina, as mulheres que sobram são as que vivem mais.
Então eu lhes digo que vocês estão apenas procurando no lugar errado. Vocês ficam indo em baladas e barzinhos e reclamam que só tem homem nos lugares. Já tentaram procurar em bailes da 3ª idade e em bingos?"
Prof. Moraes - geografia
"Eu poderia chegar aqui e desejar boa sorte. Poderia falar pra vocês darem uma revisada, mas isso não é uma coisa a se fazer em véspera de Fuvest. A minha dica é outra.
Passem no boteco, tomem muita pinga, encham a cara. Logo depois, peguem cada um sua namorada ou namorado e levem pro motel.
Passem a noite toda fazendo sexo.
Muito melhor que estudar, eu fiz isso e deu certo!"
Prof. Vicente - física
Então você aí se pergunta:'se tem mulher sobrando, como eu estou solteiro?' 'Será que tem tanta gente com duas assim?'
Eu te respondo: 'Não, não tem.'
Uma informação que as pesquisas omitem é a faixa etária. Como a expectativa de vida feminina é maior que a masculina, as mulheres que sobram são as que vivem mais.
Então eu lhes digo que vocês estão apenas procurando no lugar errado. Vocês ficam indo em baladas e barzinhos e reclamam que só tem homem nos lugares. Já tentaram procurar em bailes da 3ª idade e em bingos?"
Prof. Moraes - geografia
"Eu poderia chegar aqui e desejar boa sorte. Poderia falar pra vocês darem uma revisada, mas isso não é uma coisa a se fazer em véspera de Fuvest. A minha dica é outra.
Passem no boteco, tomem muita pinga, encham a cara. Logo depois, peguem cada um sua namorada ou namorado e levem pro motel.
Passem a noite toda fazendo sexo.
Muito melhor que estudar, eu fiz isso e deu certo!"
Prof. Vicente - física
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